Toda empresa é obrigada a fazer contabilidade?

Em geral, sim, uma empresa é obrigada a fazer contabilidade e isso está atrelado a várias razões. Primeiramente, a contabilidade precisa ser realizada por um profissional devidamente inscrito no CRC e ativo.

Algumas situações judiciais exigem a apresentação da escrituração contábil. São os casos de sucessão, administração por conta de terceiros, comunhão e falência. Além disso, todo ano, os sócios das empresas também devem fazer a aprovação das contas administrativas de forma obrigatória.

Previsão contida no Código Civil

No Capítulo IV do Código Civil, está estabelecido que uma empresa, no geral, é obrigada a fazer contabilidade e manter sua escrituração contábil. É indispensável ter a escrituração das operações no Livro Diário, que deve estar registrado no Registro Público de Empresas Mercantis.

Além disso, é necessário fazer o levantamento do Balanço Patrimonial e da Demonstração do Resultado do Exercício.

Pessoas discutindo se as empresas são obrigadas a fazer contabilidade

Conselho Federal de Contabilidade e a obrigatoriedade

A Resolução CFC nº 1.330/11 obriga todos os profissionais de contabilidade a seguirem as Normas Brasileiras de Contabilidade, uma vez que toda empresa é obrigada a fazer contabilidade.

Entre essas normas, o ITG 2000 obriga o contador a realizar a escrituração contábil por intermédio do Livro Diário, baseado na documentação que comprova as operações executadas pela empresa.

Com isso, os contabilistas que não se submeterem às normas da contabilidade podem sofrer sanções pelo Conselho Regional de Contabilidade ou mesmo da Justiça.

Legislação Tributária

Quanto às normas tributárias, a empresa que é optante pelo Lucro Real é obrigada a fazer contabilidade, de forma automática. Isso porque a apuração do IRPJ e da CSLL têm como base a própria escrituração contábil da empresa.

De acordo com o art. 10 da Lei nº 8.218/91, as pessoas jurídicas optantes pelo Lucro Real precisam manter em ordem o Livro Diário. E isso está em conformidade com as normas contábeis aplicáveis. Assim sendo, ao deixar de manter essa recomendação, o lucro da empresa passa por arbitramento.

Empresas optantes pelo Simples Nacional e Lucro Presumido

Esses dois tipos de empresas são obrigadas a realizar a contabilidade, segundo a previsão do artigo 14 da Lei Complementar nº 123/2006 (Simples Nacional) e o artigo 225 da Instrução Normativa 1.700/17 (Lucro Presumido).

Isso é importante principalmente caso haja distribuição de lucros aos sócios em valores superiores à base de cálculo presumida, depois de deduzidos os próprios tributos federais.

A base de cálculo presumido, portanto, costuma ser equivalente a 8% do faturamento em atividades de industrialização e comercialização, além de 32% relativa ao faturamento de prestação de serviços.

Se a empresa optante pelo simples Nacional ou pelo Lucro Presumido distribuir lucros aos sócios em valores acima do limite acima citado, sem estar obrigada a fazer contabilidade, demonstrando os lucros bastantes para suportar essa distribuição, esse excedente fica sujeito aos mesmos tributos que incidem sobre o pró-labore.

Existem outros motivos a se considerar?

Sim, várias outras razões para uma empresa ser obrigada a fazer contabilidade. Vejamos algumas a seguir:

  • ao fornecer informações gerenciais úteis na tomada de decisões;
  • em participação de licitações;
  • caso seja necessário realizar planejamentos tributários e sucessórios;
  • para melhorar o perfil de crédito perante bancos, clientes e fornecedores;
  • para prestação de contas do administrador;
  • como prova em caso de processos judiciais;
  • na viabilização de eventual venda da empresa a investidores.

Por todos os motivos acima expostos, vale muito a pena manter as obrigações da empresa frente a todas as instituições e órgãos oficiais e garantir a integridade dos seus negócios.

Como a contabilidade pode ajudar na redução de custos?

A contabilidade é uma área fundamental para qualquer empresa que deseje prosperar em um mercado competitivo. Além de fornecer informações precisas sobre a saúde financeira do negócio, ela também pode ajudar a identificar oportunidades de redução de custos.

Um contador bem treinado pode analisar cuidadosamente as despesas da empresa e identificar áreas em que o dinheiro está sendo gasto de forma desnecessária. Isso pode incluir despesas excessivas com fornecedores, gastos excessivos com salários ou até mesmo desperdícios operacionais.

Ao identificar essas áreas, o contador pode trabalhar em conjunto com a equipe de gestão para desenvolver estratégias para reduzir os custos. Isso pode incluir a negociação de contratos com fornecedores, a otimização de processos internos ou a eliminação de despesas desnecessárias.

Concluindo, a contabilidade é uma ferramenta poderosa para ajudar as empresas a controlar seus custos e maximizar seus lucros. Com uma boa contabilidade, as empresas podem tomar decisões informadas e estratégicas para garantir sua sustentabilidade financeira a longo prazo.

Como funciona a contabilização da ajuda de custo para home office

Com a popularização do trabalho remoto, muitas empresas estão oferecendo ajuda de custo para seus colaboradores que trabalham em home office. Mas como isso é contabilizado?

A ajuda de custo para home office é considerada uma verba indenizatória, isenta de impostos e encargos trabalhistas. Isso significa que não há incidência de INSS, FGTS, IRPF e outros tributos sobre esse valor.

Porém, é importante que a empresa faça um registro adequado dessa despesa na contabilidade. Recomenda-se que seja feito um lançamento contábil específico, de acordo com as orientações do setor contábil ou do contador responsável.

É fundamental manter a documentação comprobatória dos pagamentos realizados, como recibos ou contratos, para garantir a transparência e a conformidade legal.

Assim, ao oferecer ajuda de custo para home office, a empresa proporciona um suporte aos colaboradores e mantém-se em conformidade com as obrigações contábeis.

Como contabilizar despesas com alimentação de funcionários?

A contabilização das despesas com alimentação de funcionários requer atenção e precisão para manter a conformidade com as normas contábeis e tributárias. Esses custos podem ser classificados como despesas operacionais e dedutíveis para efeito de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), desde que atendam a certos critérios.

É fundamental separar os gastos com alimentação dos funcionários das despesas pessoais dos sócios ou administradores, evitando confusões contábeis. Recomenda-se a utilização de documentos fiscais adequados, como notas fiscais, para comprovar as despesas.

Ademais, é importante estar atualizado sobre as legislações trabalhistas, pois o fornecimento de alimentação pode gerar impacto nas obrigações sociais e previdenciárias da empresa. Contar com o auxílio de um contador experiente é aconselhável para garantir a correta contabilização e cumprimento das obrigações legais.

Por que devo separar as finanças pessoais da empresa?

Uma das características mais comuns entre as empresas de sucesso é a capacidade de manter disciplina em todas as ações estratégicas. Entre elas é saber como conduzir a gestão financeira adequadamente, ou seja, separar as finanças pessoais das finanças empresariais.

Muitas vezes, por absoluta falta de conhecimento ou em razão de uma percepção equivocada de se sentir o “próprio patrão”, não é raro que empreendedores misturem suas finanças pessoais com as do negócio. Com isso, acabam falindo ou enfrentando muitas dificuldades que poderiam ser evitadas.

Neste post, falaremos sobre a importância de separar as contas para que o seu negócio prospere e a sua gestão flua melhor. Acompanhe e saiba mais!

Desafios que surgem ao não separar as finanças

Dificuldade para identificar a lucratividade

Ao misturar as contas pessoais com as da empresa, se torna muito difícil identificar a origem do lucro ou de qualquer outro valor de entrada, da mesma forma que se confundem as despesas.

Dessa forma, se torna praticamente impossível fazer uma análise financeira adequada, que fica mais suscetível a falhas, dificulta avaliações de crescimento e de endividamento.

Problemas para emitir notas fiscais e pagar taxas

Outro desafio surge no momento de emitir notas fiscais, uma vez que elas contêm benefícios e taxas diferentes, dependendo de cada caso. Além disso, há algumas obrigações tributárias que precisam ser cumpridas pelo empreendedor e isso só é possível quando os registros de finanças pessoais e empresariais são separados.

Inadimplência

Um perfeito controle do fluxo de caixa de uma empresa é fundamental, bem como é necessário avaliar quanto de capital é preciso reservar para possíveis emergências no decorrer da gestão do negócio.

Se você não separar as contas, é muito mais fácil gastar os recursos disponíveis, resultando em problemas com pagamentos de funcionários e fornecedores. Isso pode acarretar a suspensão de serviços importantes, dívidas trabalhistas e pendências judiciais.

Quais as vantagens de separar as finanças pessoais das finanças da empresa?

Mais eficiência para gerenciar os recursos

Primeiramente, uma das maneiras mais promissoras de chegar a resultados positivos, tanto nos negócios quanto na vida pessoal, é traçar objetivos e metas bem definidos e realistas. Essas são formas de demarcar em que ponto você deseja chegar, o que possibilita ter referências para pavimentar esse caminho. E isso está intimamente relacionado à separação das finanças pessoais das da empresa.

Imagine que você queira alcançar visibilidade no mercado e preferência do seu público de interesse, partindo de determinada renda mensal. Para tornar isso possível, sem se perder no caminho, é preciso analisar a condição atual do seu negócio e, a partir disso, planejar o que deve ser feito para chegar aonde você deseja.

E, uma das estratégias é separar as finanças a fim de gerenciar adequadamente os recursos da empresa e chegar ao tão almejado resultado, de preferência, sem usar os recursos pessoais para dar aquele empurrãozinho.

Maior facilidade para fazer o negócio prosperar

Acabamos de comentar que é melhor não usar recursos pessoais para ajudar a empresa. Isso porque uma pessoa jurídica pode obter muito mais facilidades e vantagens na hora de tomar empréstimos e fazer investimentos.

Assim, você evita um comprometimento da sua qualidade de vida ao usar o dinheiro pessoal para investir na empresa. Nesse sentido, vale a pena reservar um tempo para conhecer os serviços e benefícios que o seu banco oferece para pessoas jurídicas.

Seu negócio se torna mais atrativo para investidores e parceiros

Ao separar as finanças pessoais dos recursos do seu negócio, você já começa a se organizar de forma efetiva. Isso é muito relevante para a imagem da sua marca diante de potenciais parceiros e investidores. Isso acontece porque a sua empresa passa a ter dados mais robustos sobre lucro, rentabilidade, estabilidade e outras condições sobre gestão, que são essenciais para a apresentação de resultados e propostas.

Sem diferenciar suas contas, isso seria impossível, uma vez que as disparidades seriam evidentes e passíveis de questionamentos. Esse tipo de situação compromete a credibilidade do empreendimento.

Com esses pontos esclarecidos, não resta nenhuma dúvida sobre a importância de separar suas finanças pessoais da empresa, não é mesmo? Por isso, procure desenvolver mais disciplina e organização, buscando mais informações que possam ajudar a colocar essa perspectiva em prática.

Qual a diferença entre lucratividade e rentabilidade?

Você sabe dizer se a sua empresa está realmente lucrando ou não está apresentando rentabilidade? Qual é a diferença entre os dois termos, afinal? Se não sabe, essa dúvida termina daqui a pouco, afinal, é importante saber distinguir os dois conceitos.

Isso é fundamental para gerenciar melhor o seu próprio negócio, cobrindo os gastos e garantindo uma renda satisfatória. Vamos lá?

Diferença entre lucratividade e rentabilidade

Geralmente, quando se pensa em lucratividade e rentabilidade a percepção é de ganho, para os dois casos, não é mesmo? Mas, essas são apenas formas distintas de analisar os resultados que um negócio apresenta.

Então, primeiramente, é interessante entender o que de fato significa lucro líquido, que é, basicamente a subtração das despesas variáveis, dos custos fixos, dos tributos do total de receitas, das devoluções. O que restar é o lucro líquido. Caso o saldo seja negativo, temos o prejuízo.

O que é lucratividade?

Lucratividade é um indicador que relaciona o lucro líquido à receita total para apontar o ganho que a empresa obtém. Se o lucro é demonstrado por um valor nominal, a lucratividade é expressa em porcentagem sobre a receita bruta.

Com a fórmula: lucro líquido / receita total x 100 se chega à lucratividade. Vejamos um exemplo: 2.000 / 10.000 x 100 = 20%. Nessa demonstração concluímos que para cada real aplicado no negócio foi gerado 20 centavos no final do mês. Assim, para cada 100 reais investidos, a empresa teria 20 reais de lucro.

A lucratividade, portanto, evidencia o resultado do trabalho da empresa em lucro. Mede, ainda, a eficiência do negócio, ou seja, se a companhia tem condições de arcar com seus gastos e propiciar um lucro líquido.

O fato de ser expresso em porcentagem, demonstra que o indicador pode ser útil para comparar o desempenho de estabelecimentos diferentes. Assim sendo, é possível avaliar como um negócio está se saindo em no seu segmento de mercado.

A lucratividade pode, ainda, pautar as iniciativas do empresário em diversos cenários. Por exemplo, se as vendas são boas, a margem de lucro pode ser menor. Porém, se o negócio tem um caráter sazonal, há necessidade de empregar uma margem de lucro maior para manter a empresa em funcionamento durante o período em que as vendas são baixas. Saiba, então, o que é rentabilidade.

O que é rentabilidade?

A rentabilidade é expressa em percentual e mede o retorno financeiro de determinado investimento, seja uma aplicação de renda fixa ou uma empresa. Já vimos que a lucratividade associa o lucro líquido à recita total do negócio, no entanto, a rentabilidade relaciona o lucro líquido ao valor investido no negócio a fim de entender se ele é rentável. Sua fórmula: lucro líquido / investimento no negócio x 100.

Exemplo prático: um valor de 25 mil reais é retirado de uma poupança para começar um empreendimento, que dá um lucro líquido mensal de 2,5 mil reais ao mês. Ao aplicar a fórmula, concluímos que a rentabilidade mensal desse negócio é de 10%.

Esse resultado nos fornece um parâmetro de desempenho do negócio em questão com outras formas de investimento, como as aplicações feitas no mercado financeiro. Quando se tem uma rentabilidade de 10% por mês, chegamos à conclusão de que ela é muito maior que os 0,6% da caderneta de poupança.

Nesse sentido, vemos que o cálculo da rentabilidade é interessante para avaliar qual é o custo de oportunidade para começar um negócio. Mas, é sempre bom lembrar que esse custo representa o que o empreendedor terá de abrir mão para ter sua empresa.

Caso a aplicação do dinheiro em produto bancário tiver um rendimento maior que o retorno do negócio é capaz de dar, significa que a empresa não valerá a pena. Agora ficou mais fácil entender que existe uma diferença entre os dois conceitos, não?

Qual é o objetivo da Análise Financeira da empresa?

Entender o objetivo da Análise Financeira da empresa é crucial para tomar decisões estratégicas e alcançar o sucesso num mercado cada vez mais competitivo.

Através dessa análise, é possível avaliar a saúde financeira da empresa, identificar pontos de melhoria e oportunidades de investimento.

Além disso, é uma ferramenta importante para acompanhar o desempenho da empresa ao longo do tempo e tomar decisões bem informadas.

Faça a Análise Financeira da sua empresa com regularidade e garanta um futuro financeiro saudável para sua empresa!

Como é calculado o Lucro Líquido de uma empresa?

Você já se perguntou como as empresas calculam seu tão importante Lucro Líquido? É um indicador-chave que reflete sua saúde financeira. Vamos dar uma olhada rápida no cálculo:

1. Receita Total: Começa com todas as vendas e receitas da empresa.

2. Deduções: Subtrai devoluções e descontos de vendas.

3. Custo dos Produtos Vendidos (CPV): Desconta os custos diretos relacionados à produção.

4. Despesas Operacionais: Tiram as despesas para manter o negócio funcionando, como salários e aluguel.

5. Impostos: Retira os impostos sobre a renda corporativa e outros encargos fiscais.

6. Outras Receitas e Despesas: Adiciona ou subtrai receitas e despesas não operacionais.

7. Lucro Líquido: O resultado final é o tão esperado Lucro Líquido, o que a empresa ganhou de verdade.

Este número ajuda a avaliar o sucesso da empresa em gerar lucro após todas as despesas. É uma ferramenta valiosa para investidores e gestores!