Dicas sobre a contabilização de lucro da sua empresa

contabilização de lucro

A contabilização de lucro é uma parte vital da gestão financeira de qualquer empresa. Aqui estão algumas dicas para ajudar a otimizar esse processo:

Registros Precisos: Mantenha registros financeiros detalhados e atualizados. Isso inclui todas as receitas e despesas da empresa. Manter um sistema de contabilidade rigoroso é fundamental.

Separação de Contas: Mantenha contas separadas para despesas comerciais e pessoais. Misturar as finanças pessoais com as da empresa pode causar confusão e dificultar a análise precisa do lucro.

Controle de Despesas: Avalie regularmente suas despesas e procure oportunidades de reduzi-las. Isso pode aumentar seu lucro líquido.

Planejamento Tributário: Conheça as leis fiscais relevantes e explore estratégias legais para minimizar a carga tributária da sua empresa. Isso pode incluir deduções fiscais e benefícios fiscais disponíveis.

Fluxo de Caixa: Mantenha um controle sólido do fluxo de caixa para garantir que haja dinheiro suficiente para cobrir despesas e investir no crescimento do negócio.

Auditoria Regular: Realize auditorias internas ou contrate um profissional para revisar suas finanças periodicamente. Isso ajuda a identificar erros e garantir que suas finanças estejam em conformidade.

Planejamento de Longo Prazo: Desenvolva estratégias de longo prazo para aumentar o lucro, como diversificação de produtos ou expansão para novos mercados.

Consulta Profissional: Em casos complexos, é aconselhável consultar um contador ou consultor financeiro para orientação especializada.

Ao seguir essas dicas, sua empresa estará melhor preparada para maximizar seu lucro, manter a conformidade financeira e alcançar o sucesso financeiro a longo prazo.

Qual é a diferença entre Lucro Presumido e Lucro Real?

O Lucro Presumido e o Lucro Real são dois regimes tributários distintos no Brasil, destinados a empresas de diferentes perfis e tamanhos. 

O Lucro Presumido é indicado para empresas com faturamento anual de até R$ 78 milhões e presume-se um lucro fixo baseado em percentuais pré definidos, simplificando o cálculo de impostos. 

Já o Lucro Real é geralmente utilizado por empresas com faturamento superior a este valor. Nesse regime, os impostos são calculados com base no lucro efetivo, demandando uma contabilidade mais detalhada e rigorosa. 

Enquanto o Lucro Presumido oferece previsibilidade, o Lucro Real pode resultar em tributação menor ou maior, dependendo do desempenho financeiro da empresa. 

Escolher o regime adequado é crucial para a otimização tributária.

Como é feita a distribuição de lucros de uma empresa?

A distribuição de lucros em uma empresa é um processo crucial que envolve a divisão dos ganhos obtidos entre os acionistas ou membros da sociedade empresarial. 

Geralmente, ocorre ao final de um exercício fiscal, após a apuração dos resultados financeiros e contábeis da organização.

Primeiramente, os lucros líquidos são calculados, levando em consideração receitas, despesas, impostos e outras obrigações financeiras. 

Em seguida, parte desse lucro é destinada à reserva legal, que é obrigatória por lei em alguns países. Posteriormente, a empresa pode reter uma porcentagem para reinvestir no negócio e garantir seu crescimento sustentável.

O restante do lucro é distribuído entre os acionistas de acordo com a participação de cada um no capital social da empresa. 

Esse processo é frequentemente baseado nas quotas ou ações detidas por cada acionista, sendo proporcional à sua participação no capital da empresa. 

A distribuição de lucros é uma maneira de recompensar os investidores pelo seu suporte financeiro e contribuição para o êxito da empresa.

O que acontece com a empresa que não emite nota fiscal?

Muitas empresas ainda cultivam o hábito de não emitir notas pelos serviços prestados. Você é uma delas? Saiba, então, que essa não é a melhor ideia, uma vez que você pode estar colocando o seu negócio seriamente em risco.

Sabemos que emitir nota fiscal é uma obrigação definida pela Lei nº 8.846/94, e esse documento é o meio pelo qual o governo, em suas três esferas, é capaz de verificar o faturamento das empresas. Portanto, é por essa via que os impostos a serem pagos são apurados. Então, deixar de emitir nota configura sonegação fiscal. Quer saber quais são as consequências disso? Acompanhe o post!

Consequências para empresas que não emitem nota fiscal

A Receita Federal tem meios muito eficientes para identificar casos de sonegação, sendo um deles a comparação das notas emitidas pelos fornecedores com o faturamento que as empresas declaram e se vinculam aos fornecedores. É este cruzamento que indica possíveis indícios de sonegação, levando à investigação. E quais são as consequências para quem é pego?

Multas

Esse é o mais comum efeito gerado pela falta de emissão de notas fiscais. Assim, os valores imputados são articulados de forma a desencorajar quem sonega, pois são elevados e variam entre 10% e 100% do valor total contido nos documentos não emitidos ou que apresentam erros. Isso sem falar na incidência dos juros.

Prisão

Seria isso possível? Basta pensar que sonegação fiscal é um crime com previsão de prisão de dois a cinco anos para quem o comete. Um réu primário, ou seja, aquele que não tem nenhuma sentença condenatória transitada em julgado, pode evitar a prisão, mas é um risco não aconselhável.

Perda de mercadorias

Quem vende produtos sem a devida nota fiscal acompanhando, pode ter a apreensão de seus itens comercializados, na hipótese de haver uma fiscalização.

Perda de garantias

Decorre do item anterior a constatação de que a nota fiscal confere segurança para os consumidores e para as empresas. É importante ter em mente que a nota é o comprovante das características do produto comercializado ou do serviço prestado, com a data da compra ou do serviço realizado. São, portanto, dados essenciais para a garantia e a proteção legal para os dois lados.

Finanças desorganizadas

Emitir notas fiscais ajuda as empresas a organizarem melhor suas finanças, já que elas passam a documentar toda a movimentação de suas vendas. E, quem vende diretamente para empresas precisa fazer a emissão de nota, que é exigida nas compras corporativas.

Dificuldades para obtenção de crédito

Empresas que deixam de emitir nota estão omitindo informações sobre seu faturamento toda vez que entregam seu imposto de renda de pessoa jurídica. E essas informações, que são compartilhadas com a Receita Federal são solicitadas por instituições financeiras na hora de analisar o risco para concessão de créditos.

Com o valor declarado sendo menor que o real faturamento, o banco pode interpretar que a empresa não tem volume de vendas suficiente e, assim, recusar a concessão de um empréstimo.

Exceção: MEI

É importante destacar aqui, que o MEI é uma exceção, uma vez que não é obrigado a emitir notas fiscais. Isso acontece porque o valor dos tributos desta categoria é fixo e nunca estará sujeito a variações de acordo com o faturamento. Contudo, para vender para pessoas jurídicas, é necessário emitir nota fiscal, já que as empresas não podem realizar compras sem a devida nota fiscal.

A vantagem, hoje em dia, é que já podemos contar com o modelo eletrônico, que tornou tudo mais moderno, prático e ágil, sem falar na economia de papel, espaço físico e na sustentabilidade. Agora, você já pode emitir a sua nota fiscal de forma totalmente online e automatizada.

O objetivo dessa ferramenta é facilitar a emissão, reduzir a burocracia e melhorar os processos de fiscalização das empresas, evitando a sonegação.

Viu como é importante manter as suas obrigações fiscais em dia? Agora você já sabe da importância de emitir nota fiscal e o quanto é fundamental regularizar a situação da sua empresa para evitar problemas futuros.

O que acontece com uma empresa que não paga impostos?

Já não é incomum notar empresas que incluem em seus custos mensais o desembolso de parcelamento de impostos. Muitas vezes, o motivo para isso são alegações do tipo: “no início, eu não sabia muito bem o que pagar” ou “não me conformo de ter de pagar tantos impostos para o governo e não receber nada em troca” e muitas outras semelhantes.

E, de fato, muitos deixam de recolher seus tributos e impostos. No entanto, por mais que se tente justificar os motivos de ficar devendo para fisco (que são compreensíveis), não é razoável pensar que não é justo pagar impostos ou outra razão qualquer. O fato é que a lei é implacável e não podemos alegar desconhecimento dela.

As consequências de deixar de respeitar as regras do jogo podem custar a liberdade social de agir, além de multas e juros. E o que mais? Veja a seguir:

Impedimento para participar de concorrências públicas

Se a sua empresa não pagar os impostos corretamente, poderá entrar no registro de inadimplentes e ser desqualificada para participar de licitações públicas.

Desenquadramento tributário

Deixar de pagar impostos pode resultar na perda de uma vantagem. No Brasil, entre as quase 20 milhões de empresas ativas até o final de 2020, cerca de 75% delas optavam pelo Simples Nacional como regime de tributação. Trata-se de um sistema que reúne tributos Federais, Estaduais e Municipais em uma única guia de pagamento, simplificando o processo.

Portanto, para muitos, é um regime muito vantajoso em relação ao lucro presumido, além de abranger em uma alíquota apenas, os seguintes tributos: CSLL, IRPJ, PIS/Pasep, IPI, Cofins, ISS, além da contribuição para o INSS a cargo da pessoa jurídica.

Sendo assim, quando os impostos não são pagos, uma das implicações é ter a empresa desenquadrada no mês de janeiro do ano subsequente. Dessa forma, o empreendedor passa para outro tipo de regime tributário mais oneroso que o anterior.

Solicitação de crédito negada

Outro risco nada agradável decorrente do não pagamento dos tributos da empresa é a dificuldade de obter crédito junto a instituições financeiras. E, caso isso aconteça, há uma grande probabilidade de ter de arcar com prazos e taxas nada vantajosos.

Bloqueio de bens

Finalmente, a ausência de pagamento de tributos pode levar a sua empresa ao ponto de ter os bens bloqueados ou ser impedida de distribuir os lucros entre os sócios. Se, além disso, houver o enquadramento na condição de sonegação, os impactos podem ser mais graves ainda.

Por isso, se você está notando uma dificuldade de pagar os tributos da sua empresa, é muito importante passar a avaliar melhor o seu controle de fluxo de caixa. Isso é relevante para que você consiga entender se a precificação de serviços e produtos está sendo um fator a ser levado em conta.

De qualquer maneira, mesmo que a princípio, deixar de pagar impostos não aparente impactos significativos, mais cedo ou mais tarde, a conta vai chegar. Quando isso acontece, o processo de acerto, juntamente com muita dor de cabeça, é mais dispendioso que pagar corretamente, todos os anos.

É certo que a pandemia do covid-19, no ano de 2020, prejudicou muitas empresas que tiveram desafios nunca experimentados. Muitas delas fecharam e inúmeros funcionários perderam seus empregos. Com isso, as dívidas acumularam e as sobreviventes começaram 2021 com um saldo devedor preocupante, com impostos a pagar e sem ter de onde tirar dinheiro.

Algumas mudanças foram implementadas, em caráter provisório, até que muitas empresas conseguissem se recuperar. Por isso, agora muitas delas já podem deixar suas contas com o fisco em dia para não sofrer as consequências que listamos e descrevemos acima. Assim sendo, aproveite os diversos meios para sair do aperto, recorrendo até mesmo a um planejamento tributário, que pode ser muito útil e tranquilizador.